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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Os filósofos reagem ao Coronavírus

lamiamate – marisa montanarelli
      Bom, acabei de ver uma ótima postagem no blog de uma amiga que fiz aqui na blogosfera, a Camila Rodrigues do Pequenidades e resolvi trazer para cá, para dividir comigo e com todos os que leem esse cantinho.

O que os filósofos diriam sobre estes tempos de Coronavírus?

PLATÃO
Fiquem na caverna, porra!
FRIEDRICH NIETZCHE
Fique em casa, por mais difícil que seja suportar sua própria presença.
RENÉ DESCARTES
Habito, ergo sum.
HEGEL
Tese: fique em casa;
Antítese: fique em casa;
Síntese: fique em casa.
HERÁCLITO
Não se pega duas vezes o mesmo vírus, na segunda vez o vírus e você já são outros.
JEAN JACQUES ROUSSEAU
O homem é bom por natureza, mas o vírus o corrompe.
ARISTÓTELES
O vírus está apenas cumprindo seu papel no Cosmos ao infectar corpos.
SANTO AGOSTINHO
A medida de amar é amar longe.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Onde houver vírus, que eu leve álcool em gel.
PROTÁGORAS
O vírus é a medida de todas as coisas.
HANNAH ARENDT
Para o vírus, matar é uma tarefa banal e cotidiana.
IMMANUEL KANT
Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado lá fora e eu aqui dentro.
SIGMUND FREUD
O vírus dá plena vazão a suas pulsões reprodutivas porque não é reprimido sexualmente, na infância, pela civilização.
LUDWIG WITTGENSTEIN
Aquilo que não se pode contrair, não se pode transmitir.
JACQUES DERRIDA
O objetivo de todo vírus deve ser a desconstrução do corpo infectado.
ZYGMUNT BAUMAN
A maior evidência da sociedade líquida é sua dependência do álcool.
VILÉM FLUSSER
O DNA do vírus não pode ser decodificado porque a escrita acabou.
MICHEL FOUCAULT
Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo são o que podemos chamar vírus.
WALTER BENJAMIN
A reprodutibilidade excessiva e sem freios do vírus traz como consequência a perda de sua aura de sacralidade.
SIMONE DE BEAUVOIR
Não se nasce infectado, se torna infectado.
JEAN PAUL SARTRE
Nada a retificar, o inferno são os outros.
KARL MARX
Trabalhadores do mundo, separai-vos.
CRISTO
Amai-vos uns aos outros ficando longe uns dos outros.
OLAVO DE CARVALHO
O vírus é um idiota, eu sou um idiota. Na verdade nem sei o que estou fazendo aqui nesta lista, nunca fui filósofo.
JUDITH BUTLER
O fato de esta lista ser composta por 95% de homens revela como a história da humanidade é a história da dominação patriarcal. Homens são o verdadeiro vírus.

(Autor: Arzírio Cardoso)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Por que só compro em brechós?

     Esse era um tema do qual eu queria muito abordar por aqui. Brechós. Isso mesmo, os brechós. Eu tenho o hábito de comprar muitas das minhas roupas em brechós aqui em Rio Preto, e não tenho vergonha nenhuma em assumir isso. Até porque, eu sei bem os meus motivos de eu frequentá-los no lugar de grandes lojas de marcas.


     A indústria da moda hoje está pautada por uma ideologia: a fast-fashion. Não tenho muita propriedade para falar sobre o tema, porém, pesquisando um pouco descobrimos relatos de marcas que usam mão de obra escrava para produção de suas roupas, existem relatos de marcas que nas mudanças de coleções, jogam fora e queimam as peças antigas. E claro, hoje as roupas são feitas para não terem duração. Recentemente, uma marca independente brasileira foi denunciada por gordofobia, assédio moral e muitas outras acusações graves. Eu sinceramente, não quero usar peças que foram feitas por pessoas que foram humilhadas, crianças amarradas ou qualquer coisa do tipo, e você?
     Aliás, você já reparou que quando chegamos em uma loja, o manequim está cercado de objetos da que possuem a mesma cor do modelo de roupa que está usando? Pois é, isso é uma estratégia de marketing para criar um contexto para aquela roupa, um contexto que muitas vezes nem cabe à você ou ao seu estilo de vida, valores e ideologias.

     Quando chego em um brechó, as roupas estão fora de contexto, espalhadas, e eu tenho o objetivo de criar uma história para aquela roupa. O que Pierre Bourdieu vai chamar de "moda como narrativa", ou seja, a roupa que eu estou usando está contando uma história, minha ou do contexto social e histórico, mas ela diz algo. Já as roupas das lojas, não. Elas mostram apenas o que as massas estão usando.

     Fora que, para mim, o mais emocionante é o garimpo. É encontrar peças que tenham o meu estilo, em ótimo estado e que possuem uma história e um preço acessível. Poder encontrar tênis, sapatos, mochilas, chapéus, utensílios... E o melhor, se elas estão ali, é porque elas possuem capacidade para sobreviver durante o tempo. O que é ótimo! E essa "caçada" é realmente muito emocionante.

     A compra em brechós produz a slow-fashion, ou seja, uma moda mais devagar, sem criar mais de cinquenta e quatro estações por ano.
     É ecológico, sustentável, cultural, artístico, econômico e humano. Humanização da moda e do ser.


Referências:

Imagem Brechó 1: https://wp.ufpel.edu.br/empauta/2018/07/a-moda-presente-nos-brechos-em-pelotas/
Imagem Brechós 2: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/praticas-inovadoras-no-comercio-de-brecho,c90c21f9d7284510VgnVCM1000004c00210aRCRD
Notícia: Racismo, gordofobia e assédio moral: funcionários denunciam marca carioca: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/20/racismo-gordofobia-e-assedio-moral-funcionarios-denunciam-marca-carioca.htm
Artigo: "A Moda como Prática Cultural em Pierre Bourdieu", escrito pela Maria da Graça Setton: http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp-content/uploads/2015/01/05_IARA_Setton_versao-final.pdf