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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Igrejas que aceitam Gays não é novidade, é simplesmente, coerente e verdadeiro com o prórpio Cristo!


     Depois de assistir "Orações para Bobby", como LGBTI e com uma formação cristã, tenho ouvido falar notícias sobre o Sínodo, dos Bispos na Amazônia onde o Papa Francisco vem sendo atacado por criar medidas inclusivas para gays exercerem à sua fé. Ontem, o presidente Bolsonaro impediu a criação de cotas para transexuais nos vestibulares (detalhe para o fato da maioria das transexuais serem pobres, marginalizadas e obrigadas à trabalhar em profissões de risco).
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. (Mateus 11:28)
      É inacreditável como querem impedir os LGBTS de serem felizes, terem uma religião, uma família, um diploma, um emprego, de sorrir. Decidi criar uma lista de igrejas inclusivas ao redor do Brasil, para divulgar o trabalho árduo dos que, para mim, são os verdadeiros adoradores em Espírito e em Verdade.

     Igrejas inclusivas em São José do Rio Preto:
     Igrejas inclusivas pelo Brasil:
     Espero profundamente que este post ajude alguém e se quiser, pode colaborar com comentários de endereços de igrejas inclusivas em sua cidade espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

Referências: 
Imagem de adoradores: https://www.wussymag.com/all/2018/11/1/feeling-the-gay-christian-tension-in-the-south
Site do movimento de inclusão de LGBTQI nas igrejas: https://www.reformationproject.org/

sábado, 13 de julho de 2019

O desafio de se ter uma agenda


     Pode parecer algo simples, mas não é. Ter uma agenda envolve uma série de fatores importantes em um ser humano. Um grande aparato psicológico e emocional devem estar prontos para receber esse pequeno objeto no dia a dia, afinal, a procrastinação, a autossabotagem e a desmotivação para realizar atividades necessitam de nossa coragem e força!

     Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e para tanto, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo não dava nada certo. É como se alguém tivesse tudo para ser feliz e, de alguma forma, conseguisse arrumar um jeito para fugir da felicidade.

     Além disso, a agenda está ligada à organização. Se você não está organizado por dentro, dificilmente conseguirá organizar-se por fora. Ou será que começando a organização por fora, a internalização dessa organização não facilitará?

     A agenda também produz ganho de tempo e produtividade, mas sozinha ela não faz nada. Ela precisa do seu criador, escritor, gerenciador, agendado - ou seja lá como preferir chamar - para que realmente exerça sua função. Eu decidido estou em aceitar esse desafio e todas as suas implicações que um pequeno caderninho pode trazer. Lá vou eu!

Referências:
Imagem agenda: https://weheartit.com/entry/168590312
Imagem autossabotagem: https://www.fasdapsicanalise.com.br/entenda-a-autossabotagem/
Texto: "Entenda a autossabotagem": https://www.fasdapsicanalise.com.br/entenda-a-autossabotagem/

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Por que só compro em brechós?

     Esse era um tema do qual eu queria muito abordar por aqui. Brechós. Isso mesmo, os brechós. Eu tenho o hábito de comprar muitas das minhas roupas em brechós aqui em Rio Preto, e não tenho vergonha nenhuma em assumir isso. Até porque, eu sei bem os meus motivos de eu frequentá-los no lugar de grandes lojas de marcas.


     A indústria da moda hoje está pautada por uma ideologia: a fast-fashion. Não tenho muita propriedade para falar sobre o tema, porém, pesquisando um pouco descobrimos relatos de marcas que usam mão de obra escrava para produção de suas roupas, existem relatos de marcas que nas mudanças de coleções, jogam fora e queimam as peças antigas. E claro, hoje as roupas são feitas para não terem duração. Recentemente, uma marca independente brasileira foi denunciada por gordofobia, assédio moral e muitas outras acusações graves. Eu sinceramente, não quero usar peças que foram feitas por pessoas que foram humilhadas, crianças amarradas ou qualquer coisa do tipo, e você?
     Aliás, você já reparou que quando chegamos em uma loja, o manequim está cercado de objetos da que possuem a mesma cor do modelo de roupa que está usando? Pois é, isso é uma estratégia de marketing para criar um contexto para aquela roupa, um contexto que muitas vezes nem cabe à você ou ao seu estilo de vida, valores e ideologias.

     Quando chego em um brechó, as roupas estão fora de contexto, espalhadas, e eu tenho o objetivo de criar uma história para aquela roupa. O que Pierre Bourdieu vai chamar de "moda como narrativa", ou seja, a roupa que eu estou usando está contando uma história, minha ou do contexto social e histórico, mas ela diz algo. Já as roupas das lojas, não. Elas mostram apenas o que as massas estão usando.

     Fora que, para mim, o mais emocionante é o garimpo. É encontrar peças que tenham o meu estilo, em ótimo estado e que possuem uma história e um preço acessível. Poder encontrar tênis, sapatos, mochilas, chapéus, utensílios... E o melhor, se elas estão ali, é porque elas possuem capacidade para sobreviver durante o tempo. O que é ótimo! E essa "caçada" é realmente muito emocionante.

     A compra em brechós produz a slow-fashion, ou seja, uma moda mais devagar, sem criar mais de cinquenta e quatro estações por ano.
     É ecológico, sustentável, cultural, artístico, econômico e humano. Humanização da moda e do ser.


Referências:

Imagem Brechó 1: https://wp.ufpel.edu.br/empauta/2018/07/a-moda-presente-nos-brechos-em-pelotas/
Imagem Brechós 2: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/praticas-inovadoras-no-comercio-de-brecho,c90c21f9d7284510VgnVCM1000004c00210aRCRD
Notícia: Racismo, gordofobia e assédio moral: funcionários denunciam marca carioca: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/20/racismo-gordofobia-e-assedio-moral-funcionarios-denunciam-marca-carioca.htm
Artigo: "A Moda como Prática Cultural em Pierre Bourdieu", escrito pela Maria da Graça Setton: http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp-content/uploads/2015/01/05_IARA_Setton_versao-final.pdf

domingo, 2 de junho de 2019

Só 9% dos futuros professores no Brasil têm pais com nível superior; veja perfil

     Hoje, magistério é um curso predominantemente negro e o mais procurado pelo segmento pobre da população; mulheres seguem sendo a maioria.


     O aumento da demanda por docentes com curso superior impulsionou os candidatos a professores no país a buscarem essa capacitação em cursos mais rápidos ou em programas de formação de docentes simplificados. Eles têm procurado também o ensino a distância, sem forte regulação e monitoramento. Os dados estão na publicação Professores do Brasil , que foi lançada esta semana, em São Paulo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e a Fundação Carlos Chagas (FCC).

     O livro Professores do Brasil , que trata dos desafios na formação de docentes no país, é o terceiro de uma série que fornece amplo panorama da docência: formação, trabalho e profissionalização. Ele foi produzido a partir do projeto Cenários da formação do professor no Brasil e seus desafios. A publicação é resultado de estudos feitos pelas pesquisadoras Bernardete A. Gatti, Elba Siqueira de Sá Barretto e Patrícia Albieri de Almeida, da Fundação Carlos Chagas; e Marli Eliza Dalmazo Afonso de André, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

     O material mostra ainda o perfil do estudante de licenciatura no país, ressaltando pontos importantes. Por exemplo, os estudantes da docência têm renda mais baixa que os de outras licenciaturas: cerca de 61,2% dos estudantes, de 2014, tinham renda de até três salários mínimos. E, desse total, um em cada quatro estudantes tem renda salarial de até 1,5 salário mínimo.

     “Do início deste século para agora, eles [ estudantes de licenciatura ] se tornaram mais pobres, provenientes de família com menos instrução”, disse Elba Siqueira de Sá Barretto, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora e consultora da Fundação Carlos Chagas, em entrevista à Agência Brasil . “Entre os estudantes de licenciatura, em torno de 42% têm pais que fizeram apenas o primário incompleto. Só 9% desses estudantes têm pais com nível superior”, acrescentou. “Essa é uma tendência. Cada vez mais o magistério no Brasil está sendo procurado pelos segmentos mais empobrecidos. E essa tendência ficou mais clara, mais acentuada”, disse.

     Outro aspecto indicado na pesquisa, é o número de mulheres, que conclui as licenciaturas, ser maior que o de homens e negros a maioria entre os estudantes. [A presença de negros na licenciatura passou de 35,9% em 2005, para 51,3% em 2014]. “De 14 cursos de licenciatura [segundo dados do Enade], em 11 deles havia 50% ou mais de alunos negros ou pardos. E todos os cursos de licenciatura também têm índios representados, embora em pequenas proporções”, informa Elba.

     “Eles [estudantes de licenciatura] já eram alunos mais pobres . Esse não é um fenômeno brasileiro, acontece em vários países da América Latina, desde os anos 2000. Muitos dos alunos de licenciatura são os primeiros a chegar ao Ensino Médio e ao Ensino Superior”.

     De acordo com a pesquisadora, a licenciatura é também um curso predominantemente feminino. “Mas percebemos recentemente que as matrículas dos homens está aumentando”, disse, acrescentando ainda que, a maior parte desses estudantes de licenciatura não só estudam: "Eles estudam e trabalham e ainda mantém a família”. Para Elba, isso significa o quanto é necessário trabalhar para poder estudar.

     O estudo constatou também um envelhecimento no perfil dos licenciandos: a presença de jovens entre 18 e 24 anos que fazem licenciatura passou de 34,7% em 2005 para 21% em 2014.

     Esses fenômenos decorrem, segundo a pesquisadora, entre outras razões, por causa do estabelecimento da Lei de Cotas. “Houve também financiamento desses cursos privados e a abertura de muitas vagas nas instituições públicas para que eles pudessem fazer o Ensino Superior”, acrescentou.

Exigência de curso superior

     Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDO 9.394), em 1996, passou a ser exigido no país que todo docente tenha certificação superior. No entanto, em 2016, ainda havia 34% de professores da educação infantil e 20% do ensino fundamental sem a titulação. Nos anos finais, a proporção de não graduados somou 23%. No Ensino Médio, a proporção de docentes não titulados equivalia a 7%.

Matrículas

     Ainda segundo o livro, as matrículas para a licenciatura passaram de 659 mil alunos, em 2001, para 1,5 milhão em 2016. O número exato de alunos matriculados, em 2016, em cursos de licenciatura no país somava 1.524.329, sendo que 579.581 estavam em escolas públicas e 944.748 (62% do total) nas privadas. Desse total, 882.749 faziam licenciatura em cursos de ensino presencial e, o restante, 641.580, por meio de cursos a distância.

      “Esse foi um período [após o ano 2000] em que os países da América do Sul e da América Latina tiveram algumas condições muito favoráveis para o seu desenvolvimento. Uma crise nos países do Norte favoreceu muito os nossos países que são exportadores de commodities. Então, o PIB cresceu, houve um desenvolvimento econômico grande”, disse Elba. “As licenciaturas foram uma das formações de nível superior que foram privilegiadas nesse período”, acrescentou.

     Das 2.228.107 de vagas oferecidas em cursos de licenciatura no país em 2016, 1.990.953 (ou 89,4% do total) eram disponibilizadas pelo setor privado. O total de vagas ociosas atingiu 1.632.212 e cerca de 94,3% se referiam ao setor privado. O total de ingressantes somou 595.895 em 2016, sendo que 75,8% ingressaram em cursos fornecidos pelo setor privado, de acordo com o levantamento.

     “Quase 2 milhões das vagas estão no setor privado, sendo apenas 10,6% oferecidas pelo setor público. Em contrapartida, são as reduzidas vagas do setor público disputadas por mais de 1,6 milhão de estudantes, ou seja, pela maior parte dos candidatos que postulam a entrada em curso superior (58,2%), atraídos, sobretudo, pela melhor qualidade que costuma ser socialmente imputada a esses cursos, pela sua gratuidade, ou por ambas as razões”, diz ainda a publicação.

Evasão

     O estudo constatou ainda que é grande a quantidade de vagas oferecidas no ensino superior para licenciatura (2,2 milhões de vagas), mas limitado o número de ingressantes (595 mil em 2016). Deste total de vagas, 1,9 milhão se refere a vagas no ensino privado. A explicação para esse fenômeno é o fato de os alunos buscarem o ensino superior privado por causa do aumento de subsídios públicos para o setor, pelas baixas mensalidades, pela modalidade de ensino a distância, pela maior oferta de cursos no período noturno e pela menor concorrência em relação às vagas disponíveis.

     Cerca de 39% das vagas nas instituições públicas não foram ocupadas. No setor privado, as vagas ociosas ultrapassaram 1,5 milhão em 2016. Segundo a pesquisa, isso decorre, no caso do setor público, do apoio escasso aos alunos que dela necessitam e também da dificuldade em modificar a estrutura e o modo de funcionamento dos cursos. Do total de alunos que ingressou nas licenciaturas em 2013, metade deles concluem o curso.

     “O ideal seria oferecer menos vagas, mas garantir condições de apoio para os alunos que passam por um vestibular difícil permanecer nos cursos superiores até a formatura”, explicou a pesquisadora. Esse apoio, segundo Elba, não se resume a oferecer condições financeiras ou suporte financeiro melhor, mas compreende também a elaboração de um currículo mais adequado e acompanhamento mais sistemático.

     Para a pesquisadora, entre as conclusões possíveis sobre os vários retratos que foram apresentados na publicação é a necessidade de repensar alguns gastos que são feitos no Ensino Superior e também a qualidade do que está sendo oferecido. “Também precisamos rever as metas de crescimento do Ensino Superior. Não tem aluno suficiente sendo formado no Ensino Médio. O Ensino Médio no Brasil está muito ainda precarizado”, disse.

Referências:
Fonte da notícia "Só 9% dos futuros professores no Brasil têm pais com nível superior; veja perfil" por: IG Último Segundo: https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2019-05-13/so-9-dos-futuros-professores-do-brasil-tem-pais-com-nivel-superior-veja-perfil.html
Imagem: https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2019-05-13/so-9-dos-futuros-professores-do-brasil-tem-pais-com-nivel-superior-veja-perfil.html

terça-feira, 28 de maio de 2019

A filosofia do minimalismo

     Nas minhas andanças pelo Netflix, deparei-me com um documentário chamado "Minimalism: A Documentary About The Important Things" ("Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes, tradução minha), e depois entrei em um espectro de reflexão existencial muito grande.

     Realmente, o homo sapiens sapiens está passando por um processo de exaustão humana, e o materialismo e consumismo não conseguem mais comportar o que o ser humano precisa. O existencialismo, a essência das coisas e como ele relaciona-se com o outro e com os objetos.

     Existem muitos vídeos no Youtube sobre essa filosofia de vida, que vai além do campo material, e entra no campo da alimentação, da filosofia, da religião, do design, da arte, da moda, etc. Em todos os campos do ser humano.
   Segundo o Minimus Life,
O minimalismo existencial, é uma filosofia de vida que se propõe a se concentrar no que é importante e remover e eliminar o desnecessário para ser feliz e, assim, alcançar a realização pessoal.
"As melhores coisas da vida não são coisas"

     Esse movimento me dá esperança de um futuro genuinamente feliz. Não deixe de pesquisar e ler mais. E termino esse texto com uma frase que Ryan Nicodemus enuncia no final do documentário e que passo agora a carregar comigo:
Use as coisas e ame as pessoas, porque quando fazemos o contrário, nunca dá certo. 
Referências:
O que é Minimalismo: http://estrategistas.com/o-que-e-minimalismo/
Minimalismo: O que é, e o que não é, esta filosofia: https://blogdescalada.com/minimalismo-o-que-e-e-o-que-nao-e-esta-filosofia/
O que é minimalismo existencial: https://minimus.life/minimalismo/o-que-e-minimalismo-existencial.html
The Minimalists: https://www.theminimalists.com/
Imagem cadeira: https://medium.com/datadriveninvestor/maximalism-vs-minimalism-benefits-of-getting-organized-7efc222dfe3
Imagem frase minimalista: https://br.pinterest.com/casualuxco/minimal-quotes/

quinta-feira, 16 de maio de 2019

15 de maio de 2019

     Eu ainda estou sem palavras para descrever o que aconteceu ontem. Realmente, o tsunami da educação tomou proporções inesperadas. Foi imensamente lindo ver escolas de educação infantil levando seus alunos para as ruas, escolas de ensino médio e universidades, todos, juntos e ligados por um só motivo: educação.

     Essa luta é de todos, e a resposta do presidente só mostra o quanto ele é mal e agressivo. Na verdade, sua visita em Dallas foi uma fuga do Brasil. Isso ficou bem óbvio.


     Não adianta, a educação é um caminho sem volta, e quem bebeu da água da ciência, da história, da filosofia e sabe a verdade que se passa por trás de todos os acontecimentos, não quer voltar ao que era.



Referências:
Todas as imagens foram retiradas do Instagram. Se alguém souber a autoria, por favor, me indique aqui!

domingo, 12 de maio de 2019

Para ela

     Eu poderia até pesquisar o significado da palavra "Mãe" no dicionário ou tentar resumir em alguns adjetivos comumente atrelados à essa palavra. Mas, prefiro contar a minha experiência com essa palavra durante meus 18 anos de vida.

     Desde pequeno eu conheci uma pessoa à qual eu denominei "Mãe". Ela tinha me gerado com grande agonia e horas antes de me tirar de dentro de si, comeu 10 maçãs do amor e foi parar no hospital. Lá, ficou mais desesperada ainda após ver que eu havia ingerido uma grande parte da água da placenta. Segunda ela, durante meus 10 dias internados ela não conseguiu nem pensar em comer.
     Cresci com essa mulher, ela tentou me dar o cunho de "John Carlos" porque era uma grande fã de Elton John. Mas era mais fã de Abba e Menudos. Cresci ouvindo os sons de sua juventude, dando risada de suas histórias passadas. Cresci. Só eu e ela.

     Chegou um dia que eu cresci demais, e acho que nesse dia ela achou que já tinha feito sua parte em me ajudar à crescer. Com 18 anos, minha mãe foi convocada à comparecer à junta espiritual. O que aconteceu depois, só daqui um tempo ela irá me cotar.

     Daqui desse lado, só me resta imaginar como ela esteja, lembrar das poucas e boas que dividimos, de dormir com ela todas as noites, de comer ovo frito com arroz fresquinho, e comer barras de chocolate Shot.

     A mulher que tinha o apelido de Narizinho durante a infância, porque gostava de roubar jabuticabas da vizinhança me veio à tona hoje. Logo hoje. Logo eu. Me permiti me abater pela data capitalista, mas só me me permiti para realmente, parar e pensar nela, nas lembranças, dedicar um dia à essa atividade. Dedicar esse dia, verdadeiramente, à só ela.

     Em memória de Edineide Garcia de Campos.

Referência:
Imagem: https://br.pinterest.com/pin/97742254391274909/

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O poder do SIM

     Essa manhã, deparei-me com essa música da Sandy:
     Eu parei para refletir sobre os trechos cantados por ela. E realmente, o SIM tem mais poder que o NÃO em nossas vidas. Não é atoa que essa música dá o nome ao segundo disco solo da cantora. Vivemos em uma época de negações, de si, do outro, das ações, e passamos a proferir um punhado de "não, não, não" sem ao menos pensar. Não temos tempo, agora não dá, não posso ficar, não posso ir, é só não. E quando falamos sim? O que acontece? 

     É de se pensar não é mesmo? Quando dizemos SIM, abrimos oportunidades, caminhos, novos rumos, quebramos o controle que o tempo, o trabalho, o sistema no qual estamos inseridos exercem sobre nós. O SIM tem poder de curar espiritualmente, psicologicamente, fisicamente, mas quando usado com moderação. Porque tanto o sim quanto o não, quando usados de forma indiscriminada podem fazer mal ao ser humano.